
Nem toda presença é presença
O artigo parte de uma contradição da vida contemporânea: nunca foi tão fácil permanecer conectado às pessoas e, ao mesmo tempo, nunca foi tão difícil estar verdadeiramente disponível para elas. Com base em Daniel Goleman, Amy Edmondson e Johann Hari, a autora argumenta que grande parte dos conflitos nas relações e nas equipes não nasce da falta de afeto, mas da ausência de presença real — aquela que exige atenção, interesse e a disposição de suspender tudo que disputa o pensamento. Os filhos não recordarão quantas tarefas concluímos; recordarão como se sentiram quando perceberam que tinham nossa atenção completa. Qualidade de vida não depende apenas de como administramos o tempo, mas de como escolhemos habitá-lo.
